A resposta curta é: sim, mas apenas quando o operador internacional tem uma licença válida emitida em território nacional. Desde 29 de abril de 2015, o Decreto-Lei nº 66/2015 (Regime Jurídico dos Jogos e Apostas Online, ou RJO) define quem pode oferecer jogo à distância em Portugal. Marcas internacionais como Betclic, bwin, Betano, ESC Online, Solverde.pt ou LeoVegas operam aqui legalmente porque submeteram-se ao processo de licenciamento nacional e mantêm uma sucursal portuguesa.
Operadores com sede em Malta, Curaçao, Gibraltar ou Reino Unido continuam a aceitar jogadores portugueses sem autorização local. Estes casinos estrangeiros não cumprem o RJO, mesmo que tenham licença reconhecida noutra jurisdição da UE. O acesso ao site pode ser bloqueado pelos fornecedores de internet em 48 horas após ordem do regulador. Jogar nestes operadores não é crime para o jogador, mas o utilizador perde toda a proteção legal: depósitos não estão segregados, ganhos não têm garantia de pagamento e qualquer disputa fica fora da alçada portuguesa.
Por isso, quando se fala em cassinos internacionais para jogadores portugueses, a referência correta são as grandes marcas globais que entraram no mercado nacional pela porta da frente. Estas plataformas mantêm a identidade internacional, mas o site português (.pt) opera sob regras diferentes do site .com da mesma marca.











